31 julho 2004

Lápis Azul

Após a publicação da crónica anterior (09 _ o brilho do verde), a direcção do jornal Diário do Sul entendeu por bem suspender a publicação das minhas crónicas por considerá-las de "tom provocatório", de "tendências politicamente incorrectas" e "passíveis de comprometer a tranquilidade" abrangente desejada pelo director, nomeadamente na sua relação com os principais compradores de espaços publicitários nas páginas do jornal - construtores e fabricantes de materiais (tais como os ditos "rústicos"...)
Por um período de vários meses, apesar do empenho de um dos sub-directores e responsável pelo suplemento cultural D. Quixote (Manuel Piçarra - filho) e de algumas manifestações públicas de necessidade de continuar com estas crónicas (de que se destaca as de vários colegas arquitectos e a da Presidente da Junta de Freguesia da Malagueira, em artigo na imprensa, em que defendia a importância e pertinência da publicação das crónicas d'arquitextos) o jornal Diário do Sul recusou-se a publicar estes textos.
As crónicas que se seguem dizem respeito à segunda época de publicação, por notável tentativa (do sub-director Manuel Piçarra - filho) de reintroduzir a coluna semanal, entre Fevereiro e Julho de 2005, até nova e definitiva censura destes textos.